Review | Tooth and Tail

Uma breve descrição do jogo:
Comande a revolução com um exercito de javalis com lança-chamas, gambás com mostarda e corujas paraquedistas-vomitantes em busca da sua própria sobrevivência, para decidir quem vai ser o alimento e o alimentado.
O jogo possui um enredo bem simples, tendo com acontecimento principal uma guerra civil entre quatro facções, os Longcoats, os Commonfolk, os KSR e os Civilized, para saber quem vai sair de barriga cheia. Com toques de humor negro o jogo cria um conto sobre protestos e revoluções através da campanha principal, o singleplayer, sendo nomeado de A Guerra por Comida, mas além da campanha principal temos os modos multijogador local em rede, multijogador local com tela dividida e o multijogador online, com jogos que duram entre cinco a doze minutos e todos os mapas gerados proceduralmente, forçando ao jogador a criar várias estratégias em vez de memorizar aquela que vai funcionar sempre.
Particularmente posso dizer que o modo campanha é bem difícil, as vezes frustrantes, já que o computador sabe o que fazer e você não, mas digo que também é recompensador, dando um alívio ao conseguir passar de uma missão, mas seguido de uma tensão ao pensar na que vem a seguir. Possuindo uma grande vastidão missões com objetivos diferentes e cada tentativa que você fizer, na mesma missão, vai ser com o mesmo objetivo, mas com o mapa diferente, por ser gerado proceduralmente. E sobre o modo multijogador, só tive a oportunidade de testar ele com a tela dividida com o meu irmão e posso dizer, que foi uma experiencia muito divertida.
Inicialmente citei como Tooth and Tail é bem inovador em suas mecânicas e a principal causa disso é a possibilidade de utilizar o mouse/teclado ou o joystick para joga-lo, mas diferente dos outros jogos de estratégia em tempo real não existe um ponteiro do mouse para selecionar suas tropas e guia-las para o local desejado, é necessário levar seu "comandante" até o local (utilizando as teclas WASD ou o analógico esquerdo do seu joystick), selecionar a tropa desejada (com os números do teclado ou com o LB e RB) e executar o comando para chamar alguma tropa especifica (pressionando o botão esquerdo do mouse ou LT), ou todas as suas tropas disponíveis (pressionando o botão direito do mouse ou RT), para assim atacar o local desejado.
A trilha sonora é a unica coisa decepcionante nesse jogo, pois não é nem um pouco memorável, fazendo com que um som que seja de seu agrado seja uma trilha sonora melhor que o som do jogo.
mas em compensação fiquei impressionado com o que vi em relação a arte do jogo, nunca vi um pixel-art parecido em nenhum outro jogo, pois parece um mesclado do pixel-art do Slain: Back from Hell com o brilho utilizado em Blossom Tales: The Sleeping King e com visão isométrica, deixando qualquer um com a boca aberta e além disso, cada personagem e tropa possui uma arte unica, que são dignos de jogos de alto investimento.


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