Review | The Red Strings Club

The Red Strings Club possui uma narrativa fantástica, mas com puzzles cada vez mais enjoativos e desnecessários, porém isso não é algo que vá afastar os fãs de jogos point-and-click e cyberpunk. Talvez se existisse uma variedade maior de puzzles os que já estão presente no jogo não se tonassem tão repetitivos e enjoativos.

Como na maioria dos jogos point-and-click no jogo você não controla os personagens, mas sim as ações dos que estão presentes no ambiente, que vão influenciar diretamente na progressão do jogo. Ele é bem claro no que quer falar, que é sobre os sentimentos das pessoas, como controla-los e se devemos remove-los de nossas vidas para um bem maior ou tentar conviver com isso.

O tema cyberpunk foi uma ótima escolha pra esse jogo, já que em um mundo repleto de tecnologia e aonde a maioria das pessoas não sabe o que é felicidade ou bem estar, as pessoas podem fazer de tudo para conseguir o que almejam, até inventar uma tecnologia que faça isso por você e literalmente implantando isso nelas mesmo.

A história do jogo gira em torno de três lugares, o bar The Red Strings Club, a área em que você coloca os implantes nas pessoas e o escritório da Supercontinent Ltd., empresa que você colocou os implantes, sendo que no bar e no estritório você vai passar a maior parte do jogo (arrisco dizer que 4/5 do tempo total do jogo). Sua missão nesse jogo é desvendar os mistérios por trás da nova pesquisa dessa nova empresa, que pretende eliminar por completo as emoções de toda a população e para isso você conta com três protagonistas, o bar-man Donovan, que é o coletor de informações, o pseudo-herói Brandeis, que faz a parte da investigação local e a androide Akara, que analisa os dados das informações coletadas, tornando o papel de cada um dos personagens bem significativo na história.

A arte do jogo é bem singular, mostrando todas as exprssões dos personagens e movimentando os mesmo com vários gestos, sensações e sentimentos, algo muito importante nesse jogo, já que o foco dele é mostrar exatamente isso. A trilha sonora também não desaponta em nada, com batidas leves e rápidas, mostrando tudo que o universo cyberpunk tem de bom.

Conclusão: The Red Strings Club é um ótimo jogo, com um final bem surpreendente, porém ele é bem curto, durando entre seis e oito horas de gameplay e possui mini games bem tediosos, que ficam bem piores quando você vai tentar fazer 100% das conquistas, já que o salvamento do jogo é automático, ou seja, caso faça algo errado, vai ter que voltar do inicio para tentar corrigir o erro, fazendo tudo de novo, mas caso não pense em fazer tudo, só jogar casualmente, é um ótimo point-and-click.
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