Review | The Swords of Ditto

The Swords of Ditto a primeira vista parece um jogo incrível e se observarmos a proposta dele, realmente parece algo totalmente diferente do que já vimos e muito inovador, mas só quando iniciamos o jogo que vemos que o jogo não é bem o que pensamos que seria, decepcionando completamente todos que o joguem.

Antes de falar sobre o jogo propriamente ditto não consegui evitar o trocadilho kkk, vou mostrar a expectativa que os desenvolvedores criaram sobre o jogo, pra mostrar o porquê da frustração com o jogo e logo depois vou mostrar a dura realidade.

Expectativa:

Um jogo maravilhoso, com uma arte bem similar aos desenhos atuais da Cartoon Network, fazendo com que a pessoa se sinta maravilhada ao poder jogar algo que antes só era possível assistir, com armas de brinquedos variadas (destacando-se entre elas um yo-yo gigante e um disco de vinil que poderia ser arremessado), mapas sempre diferentes para explorar com uma vasta quantidade itens, inimigos dos mais diversos e a cada morte e além de viveríamos uma experiência nova com um mundo baseado nos acontecimentos da sua vida anterior.

Realidade:

A parte em que o jogo possui uma arte similar aos do desenhos do Cartoon Network se concretizou, mas o resto foi uma completa decepção, a começar pelas armas, elas são exatamente como mostraram lá, porém a cada morte você perde tudo, até aí dá pra entender, já que a proposta é um rogue-like, mas como eu posso conseguir juntar uma grana sem poder explorar o mapa direito, já que existe um limite de tempo para coletar as coisas e se preparar para o encontro final contra a Maligna Bruxa Mormo. Outro fato que é decepcionante é a quantidade de desafios que o jogo lhe oferece, eu só consegui lutar com dois bosses antes de enfrentar a Mormo e mesmo assim não fiquei forte o suficiente para derrotá-la. A repetição dos mapas também é algo bem desagradável, já que não existe tanta distinção dos mesmos entre uma morte e outra, na maioria das vezes só os personagens mudavam e o tempo entre uma vida e outra dos personagens absurdo (cem anos), poderiam colocar cinco ou dez anos que já era o suficiente, já que a ambientação é sempre a mesma, não há uma evolução tecnológica nem nada, perdendo completamente o sentido desse tempo todo entre séculos.

Nesse jogo as únicas coisas agradáveis foram, a arte, que eu já comentei logo acima e a trilha sonora, que apesar de parecer muito infantil, ele é exatamente o que deveria ser, retratando a aventura que vamos passar e parecendo que são tocadas por brinquedos, para talvez, simbolizar as armas do jogo, que também são brinquedos.

Conclusão: O jogo é péssimo? Não, está longe de ser, mas também tá longe de ser o que prometeram, talvez em uma versão 2.0 do jogo (de preferência com coop online) ele melhore e eu volte a fazer uma análise dele, de preferência recomendado, pois é difícil recomendar um adventure onde a pessoa tenha um limite de tempo para explorar o ambiente e ainda uma escassez de bosses, forçando ao jogador ter que, obrigatoriamente, tentar por diversas vezes concluir um objetivo que com o passar do tempo se torna massante, diferente de exemplos de rogue-likes como The Binding of Isaac: Rbirth e Hero Siege, que na medida que o jogo avança, vai ficando mais divertido.
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