Review | Galaxy of Pen and Paper

O jogo segue a mesma formula de seu antecessor, o Knights of Pen and Paper +1 Edition, mas vem com algumas melhorias, sendo o mais notável o modo de combate, que na hora que encontram um inimigo para lutar os jogadores saem das suas cadeiras e partem para o cenário, formando duas linhas verticais, que podem ser colocados até três personagens em cada uma delas, mas como você só controla quarto personagens você tem que decidir qual vai ser a melhor formação. Cada uma dessas linhas verticais da um bônus de atributo, na linha de frente você vai ganhar +10% de dano e na linha de trás você vai perder 10% da sua ameaça. O que permaneceu idêntico nas batalhas é que, como em seu antecessor, a dificuldade é você que escolhe, podendo escolher de um a seis inimigos, mas alem da dificuldade aumentar, as recompensas também aumentam.
No ato de criação dos personagens você pode escolher entre oito pessoas, três espécies (Humano, Símio e Green) e quatro classes (Soldado, Engenheiro, Gadgeteer e Caçador). Na tela de criação, você vai ver quatro dados em cima dos seus personagens, o dado do poder (Dano), o do corpo (Vida), o da mente (SP ou mana e escudo) e o do reflexo (Iniciativa, regeneração do escudo, chance de critico e dano critico). Cada pessoa, raça e classe possui características e vantagens distintas e cabe a você escolher a melhor combinação entre eles para iniciar sua jornada com uma delas. Ao decorrer do jogo, você vai recrutando outras pessoas e destravando novas expansões do RPG, que você está jogando, assim liberando novas classes, que vocês vão descobrir quando for jogar. Além disso tem as batalhas com a sua nave espacial que é movida com a energia do DADO e quanto mais lados seu dado tiver, melhor vai ser a sua nave espacial.
As espécies são bem equilibradas, cada uma possuindo uma característica especial que vai servir para cada pessoa de acordo com o gosto do jogador. O Humano tem a habilidade de carregar mais um gadget, o Símio tem a habilidade de poder atacar mais uma vez no mesmo turno (é uma porcentagem bem baixa, só consegui executar isso uma vez) e o Green tem a habilidade de não gastar SP quando utilizar uma habilidade (Também tem uma porcentagem bem baixa). Falando em gadgets, esses são os seus equipamentos que vai acrescentar mais dano, vita, iniciativa, etc., fazendo com que você mate mais rápido seus inimigos ou resista mais em combate.
A movimentação entre os panetas é bem simples, você só tem que clicar no planeta desejado e depois confirmar a sua entrada, a mesma coisa vai ser com o mapa dentro dos planetas, que são relativamente pequenos, mas mesmo com essa simplicidade existe uma grande vastidão de planetas para ser explorado e em cada planeta existe um tipo diferente de material para você coletar com um scanner, agregando ainda mais no conteúdo do jogo.
Os gráficos são simplesmente fabulosos, misturando um pixel-art muito bem feito, que é o que vemos na maioria do tempo, mas também com um 3D bem simples e surpreendente, nas áreas dos planetas, na estrutura da espaço nave e nos próprios mapas.
A música do jogo é bem inspiradora, fazendo com que você se sinta um verdadeiro Game Master, ou Galatic Master, como o próprio game propõe, remetendo muito bem ao tema de ficção cientifica dos anos 90 que o jogo quer passar e os efeitos das habilidades são bem legais, mas nada surpreendentes, são basicamente os mesmos de outros jogos de ficção.
De forma geral esse é um jogo bem simples, mas super viciante, que rende no minimo doze horas de gameplay, mas se quiserem se estender "um pouco mais", fazendo as side quests coletando todos os materiais para completar 100% do jogo, ele consegue render cinquenta horas bem fácil. É uma recomendação fácil para quem é fã de jogos de RPG e para quem nunca se aventurou em um jogo desse tipo é um excelente jogo pra começar.


Post a Comment