Review | Hyper Light Drifter

O jogo começa com uma cutscene, sem diálogo algum, só mostrando cenas do que esta acontecendo com o seu personagem, aparentemente muito doente, mas não é explicado o porque e nem como ele pegou essa doença. Você é um Difter, um colecionador de conhecimento esquecido, tecnologias perdidas e histórias quebradas, porém em nossa aventura não estamos procurando nenhum desses artigos, mas sim uma maneira de silenciar a doença insaciável que assombra nosso Drifter.
Dito um pouco sobre a história do jogo agora vamos falar sobre o jogo em si. Podemos começar dizendo que o jogo possui poucos diálogos, mas se considerar o ponto de vista de cada um, a quantidade de diálogos pode passar a ser zero, pois nenhuma palavra é emitida durante todo gameplay, a representação dos diálogos em Hyper Light Difter são feitas somente por imagens de acontecimentos passados, ou seja, tudo que "falarem" pra você vai ser de algum tipo de evento que já aconteceu naquele lugar.
A jogabilidade desse jogo é simples incrível. Apesar de usar todos os botões de ação do joystick (ABXY, RB/RT, LB/LT). Na maioria das vezes vocês só vão utilizar os botões A para o dash e o X para atacar, isoladamente ou juntos, para utilizar uma habilidade especifica. Os gatilhos LT e RT são utilizados respectivamente para mirar e atirar, poucas vezes utilizados por mim contra os inimigos, talvez porque eu prefira a ação de estar frente a frente com o inimigo. Por ultimo os botões menos utilizados, mas não menos importantes, o LB para cura, o RB para soltar uma granada, o Y para executar uma ação, seja ela abrir uma porta ou falar com um NPC, o Select para abrir seu inventario/mapa e o Start para pausar o jogo e ver o menu de configurações.
Os botões são bem precisos, mas em alguns momentos que você precise utiliza-los juntos e rapidamente, como no caso do combo A + X ou X + A, eles não respondem corretamente fazendo com que você só ataque ou só utilize o dash, podendo causar algumas mortes indesejadas
A arte do jogo é fabulosa, chegando a ser única se comparada a qualquer jogo em pixel art, pois as cores se conectam perfeitamente com o personagem e o ambiente, passando sempre uma agressividade ou leveza visual para o jogador sempre que for necessário. As animações também não ficam pra trás, o dash, o ataque os tiros são muito bem feitos, chegando a impressionar pra quem ver pela primeira vez.
A trilha sonora não deixa a desejar, trazendo sentimentos de adrenalina quando necessário, geralmente quando se enfrentam os bosses e também suspense em lugares quietos e desconhecidos, algumas vezes até assustando quando sai um monstro que estava escondido em algum lugar.
Muitos dizem que Hyper Light Drifter é um soulslike, eu não discordo, mas também não concordo 100%, pois ele tem sim elementos de um soulslike, como a própria dificuldade e a constante utilização do dash (no caso de um soulslike seria o rolamento), mas só tem isso de similar, os elementos de RPG, que são um dois mais importantes em um soulslike, pois altera na movimentação, dano, defesa e agilidade, estão bem ausentes no jogo, o máximo que ele faz é te dar umas habilidades a mais, como dar mais dashs ou atacar de uma forma diferente, ter mais balas em uma arma, mas o que você é no começo, vai continuar sendo até o final do jogo, tirando logicamente o fato de dar um pouco mais de dashs.
Esse jogo é super recomendado para quem quer uma aventura bem desafiadora, não tão longa, mas recompensadora e divertida, com seu estilo próprio, mesclando um pouco dos jogos do Zelda, com o estilo soulslike a ainda implementando mecânicas únicas, é um jogo que todo retro-gamer deveria jogar.


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