Review | Nine Parchments

Nine Parchments é um jogo desenvolvido pelos mesmo criadores do Trine, a Frozenbyte, ainda com um foco muito grande no cooperativo, mas diferente dos jogos lançados anteriormente, Nine Parchments não é um jogo em plataforma e sim twin-stick shooter, que seria o tipo de jogo que você vai mirar e atirar, um bom exemplo seria o Magicka.

O jogo não possui uma história marcante e nem era pra ser, só criaram um objetivo de recuperar os nove pergaminhos perdidos como uma desculpa para que você conseguisse jogar com os seus amigos se auto destruindo (vocês vão entender quando chegarem em uma ponte) e destruindo tudo que vê pela frente.

Com uma jogabilidade no teclado bem simples (movimentos no WASD, troca de habilidades no Q e E, ou scrooler do mouse, pulo no espaço e o blink no shift) e ainda também é compatível com joystick, que particularmente não consegui me adaptar nesse tipo de jogo. Ele não deixa a desejar em nada e surpreende muito no equilíbrio oferecido entre as dificuldades do jogo, pois, caso você esteja jogando no modo normal sozinho, vai vir uma quantidade e inimigos especifica para você e se estiver jogando com outras pessoas a quantidade vai aumentar. Logo abaixo uma breve explicação do que muda em cada modalidade.
  • Easy: No modo fácil não existe nenhum tipo de monstro épico, que normalmente são os monstros que dão alguns problemas e são um pouco mais difíceis de abater.
  • Normal: tem uma dição desses monstros épicos e uma leve adição na resistência, a elementos específicos, de seus inimigos simbolizado ao lado do HP deles.
  • Hard: Vai fazer com que cada vez que inicie o jogo os inimigos sejam aleatórios, para que com isso não enjoe do jogo cada run realizada.
  • Hardcore: O jogo aqui vira praticamente um roguelike, fazendo com que você retorne ao inicio da fase quando morrer, mas diferente d maioria dos jogos você não perde o personagem para sempre.
A retro-jogabilidade dele também é algo de se impressionar, já que se jogado com outras pessoas o jogo fica bem divertido, com uma mecânica de habilidades bem interessante, porque elas acertam os seus aliados, tanto positivamente, quanto negativamente, já que o friendly fire é ativo 100% do tempo e você com certeza vai matar um de seus amigos (ou todos, não me julguem por ter feito isso sem querer, várias vezes) e consequentemente gerar muitas rizadas, mas esses efeitos não afetam somente seus aliados, inimigos também estão inclusos, fazendo com que, você possa acidentalmente curar seus inimigos.

Existe também uma gama bem grande de cajados, que possuem alguns status, com dar mais dano com um elemento especifico e chapéus, que são só cosméticos. Além dos itens citados cada personagem possui três skins diferentes, sendo que duas delas são liberadas com conquistas do próprio personagem e a outra é liberada no modo hardcore, só alterando em cada uma delas os pergaminhos das habilidades inicias do personagem.

A arte é outra coisa surpreendente nesse jogo, pois os desenvolvedores conseguiram extrair tudo que tinha de belo nos Trines e colocaram nesse jogo, fazendo com que ele tenha uma ambientação belíssima. Os efeitos das habilidades também são de se admirar, com cores bem vivas e misturas que fazem com que fiquem ainda mais belas.

A trilha sonora com certeza é o ponto mais fraco do jogo, mas como a história do jogo, isso também não é algo que vá fazer falta, já que a ideia é jogar com os amigos e quando você esta em uma chamada de voz sua concentração são da música do jogo e vai para as vozes dos amigos, tornando-a irrelevante.

No geral é um bom jogo, sendo recomendado que jogue no modo cooperativo, seja com seus amigos ou no multi-jogador público, fazendo com que a diversão aumente muito e consequentemente a dificuldade diminua um pouco, mas na proporção ideal.
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