Review | Chasm

O jogo conta a história de um recruta que quer provar o seu valor no reino e para isso ele vai explorar uma mina que foi abandonada a muito tempo, para resolver os mistérios que assombram uma pequena vila do reino de Guildean. Como podem ver, a história é clichê e apesar de ser um jogo procedural, a história é a mesma para todos os jogadores.
Chasm tem seu charme e o que mais chama atenção é claramente o seu visual em pixel art, feito pelo mesmo artista de dois jogos bem famosos no cenário indie, o Rogue Legacy e o Full Metal Furies, mas isso é uma das poucas coisas que atraem no jogo, fazendo com que as partes ruins se sobressaiam às boas, com certos probleminhas que tornam o jogo um pouco chato, destacando o back dash, que não cancela o ataque, fazendo com que alguns inimigos acertem seu personagem em momentos indesejados, podendo deixar o jogador muito frustrado e o wall jump, que é bem “zoado”, te levando a morte e muitos dos casos.
No jogo existem alguns upgrades que seu personagem consegue a medida que avança do jogo, como todo metroidvania, mas alguns perdem a utilidade com o passar do tempo, mas antes de falar deles, vou mostrar a função de cada um.
- Luvas com garras: É o seu primeiro upgrade, que ajuda ao seu personagem a se pendurar nas bordas das plataformas;
- Caneleiras: Permite que você passe por lugares estreitos, dando uma rasteira pra frente;
- Lampião: Ajuda a iluminar locais com passagens escuras;
- Equipamento de escalada: É o famoso “wall jump”, que faz com que seu personagem;
- Paraquedas: Faz com que o seu personagem plane após o pulo;
- Livro de Tradução: Traduz, para o seu idioma, alguns textos que antes eram impossíveis de serem lidos;
- Mergulhador: Ajuda a nadar embaixo d’água;
- Botas com asas: É ultimo upgrade do jogo, fazendo com que ele consiga dar o segundo pulo.
A trilha sonora também é bem vazia e simples, talvez pela mecânica da geração procedural dos mapas, que faz com que não exista uma forma exata para fazer uma música específica no mapa, pois não existe um único mapa para isso.
Conclusão: Se esse jogo fosse lançado em 2014, como previsto no kickstarter, talvez fosse um jogo inovador, mas com certeza não seria um jogo tão belo que vemos hoje, mas como nem todo mundo vive só de beleza, não é um jogo que eu possa recomendar só por isso, pois o seu gameplay, as vezes é um pouco frustrante e a variedade de cenários é quase inexistente, por causa do sistema procedural limitado. Talvez, para quem goste muito de um metroidvania, valha a pena comprar o jogo pelo preço cheio, mas pra quem não curte, é melhor esperar uma promoção que reduza no mínimo metade do preço.


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