Review | Tomb Raider

A história começa aqui!
A primeira vez que vi o anúncio deste game fiquei extremamente feliz pelo fato de ser um reboot. Quando menor não tive interesse em jogar os jogos da Lara Croft, então o reboot era a minha chance de entrar na franquia pra valer, pegar algo da geração do momento, algo novo, algo menos ''limitado''. Bem, acontece que o meu problema de procrastinar entrou em vigor e acabei jogando o game só agora, 5 anos depois. Um erro enorme da minha parte, deixei de jogar algo que gostei muito e minha experiência no geral foi comprometida...A trama conta como a jovem Lara inexperiente se torna a Lara já conhecida nos jogos antigos, aquela Larinha guerreira, persistente e aventureira. A bordo do navio Endurence, ela e seus amigos embarcam em uma expedição em busca do reino perdido de Yamatai, mas algo dá muito errado quando o navio enfrenta uma tempestade terrível e naufraga, eles então se encontram desolados em uma ilha que é habitada por Solarii Brotherhood, um culto criado por Father Mathias (principal antagonista do jogo) com o objetivo de louvar e ''alimentar'' a Sun Queen (também conhecida como rainha Himiko, você já deve ter ouvido falar dela). É basicamente isso, o jogo mostra o grupo de sobreviventes tentando escapar da ilha e combatendo o culto, a trama é sólida, com bons personagens, muita aventura e momentos que com certeza ficarão na minha memória por um bom tempo.
Temos aqui um excelente exemplo de jogo de aventura bem construído, com bons elementos de exploração, segredos e um combate típico de jogos que mesclam shooter de terceira pessoa e pitadinhas de Stealth, se o jogador assim decidir. Agora, lembra que eu disse que minha experiência foi comprometida por optar por jogar o game agora? Pois é, Tomb Raider foi lançado em uma época na qual implementar elementos do gênero RPG estava em ascensão total, muitos jogos novos incorporando mecânicas de nível, habilidades e outros. Bem, fizeram a mesma coisa aqui, mas vendo isso hoje não consigo pensar como algo positivo, ainda mais após jogar tantos e tantos games que fizeram a mesma coisa, só que infinitamente melhor.
Não que esses elementos sejam mal feitos ou coisa do tipo, mas o jogo simplesmente falha em cativar o jogador a buscar o aprimoramento de habilidades e a coleta dos recursos necessários. Joguei 95% da campanha sem ir atrás de recursos, não me preocupei em coletar nem mesmo os que estavam no meu caminho. Com o passar do tempo o XP dado pelos inimigos mortos me te ajudou a liberar algumas habilidades, deixando o aprimoramento das armas inútil. Muito disso acontece pelo fato da dificuldade ser extremamente baixa, sem exagero, você praticamente pode ''meter o louco'' em qualquer situação e sair ileso, por exemplo, temos o arco (arma clássica do game) que te oferece um poder de furtividade além do comum, podendo executar inimigos a longas distâncias sem alertar ninguém, porém, por que usar o arco quando podemos correr metralhando todo mundo? O certo seria implementar uma dificuldade dinâmica, algo que fizesse com que o jogo se ficasse mais difícil caso o jogador resolvesse optar por ''meter o louco'' e restringir a munição disponível, mas infelizmente isso não acontece, não importa se você está jogando no fácil ou no difícil, pois mesmo no difícil o jogo é muito fácil.
Como eu disse, no outro lado da moeda está tudo limpo, bons elementos de exploração que de fato te cativam a ir atrás dos colecionáveis e tumbas, nem que seja para descobrir uma das várias boas histórias contadas. Tudo isso passando por cenários de cair o queixo... templos, cavernas, vilas, rios, cachoeiras, florestas densas, resquícios de civilizações antigas e muito mais. Quando a direção de arte se mescla com o resto você percebe a importância e de uma boa direção em um jogo de aventura, a forma como a câmera se posiciona e os caminhos pelos quais você passa são um bons exemplos disso.
Graficamente é um jogo meio ultrapassado, mas isso não faz com que seus gráficos sejam feios, só não espere algo do nível atual, afinal este é um jogo da geração passada e a geração atual já está no seu leito de morte, né? O ponto mais positivo disso, na minha humilde opinião, é o fato da otimização não decepcionar em nenhum momento, mesmo com uma máquina mais antiga é possível de aventurar na ilha de Yamatai sem grandes problemas, ponto importante para quem busca um bom jogo de aventura para ser jogado em máquinas mais fracas.
Um dos pontos em que o jogo deixa a desejar são as animações, durante minha jogatina pude notar vários problemas bizarros em relação as animações gerais da personagem, problemas que não impactaram em nada na experiência, muito pelo contrário, eu ri e me diverti bastante vendo os bugs, mas é justamente isso que são, bugs, coisas que não deveriam acontecer.
Conclusão: Tomb Raider é o reboot de uma saga de jogos já consagrada e com uma enorme legião de fãs que com certeza merece a sua atenção, possui um enredo sólido, jogabilidade boa e um preço atualmente bastante convidativo, mas saiba que os problemas existem e certamente vão quebrar um pouco a experiência.
Talvez não tenha te convencido com este meu pequeno texto, mas peço que dê uma chance ao jogo, principalmente caso seja fã de jogos de aventura e ação, de uma coisa eu tenho certeza: O jogo em momento algum me deixou decepcionado por causa do hype criado com o marketing, coisa que hoje em dia está acontecendo cada vez mais.


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