Review | Timespinner

Apesar dos diálogos extensos nesse jogo, a história é bem clichê, mas é muito bem contada, trazendo consigo a protagonista Lunais, uma timekeeper que busca vingança contra o império que destruiu sua família e para isso você vai precisar explorar um mundo enorme, viajando entre presente e o passado de Lachiem, coletando orbs cada vez mais fortes, resolvendo puzzles e encontrando alguns familiares para lhe acompanhar nessa jornada.
O gameplay do jogo é composto de uma mecânica muito interessante, o controle do tempo e vai fazer com que facilite um pouco mais o jogo, caso saiba usar ela corretamente, mas existe a opção de passar o jogo inteiro sem usar essa habilidade, dando um desafio a mais para o jogo. Já que estamos falando de desafios, existem quatro modos nesse jogo, Dream (fácil), Normal, Nightmare (Pesadelo), Nightmare - Cap level 1 (Pesadelo - Somente nível 1), ou seja se você acha que ficar sem utilizar a habilidade do tempo é pouco, pode escolher algo mais desafiador. Além dessa mecânica do controle do tempo, existe a possibilidade de misturar as orbs, que particularmente não achei que funcionaram muito bem, pois é sempre melhor colocar as duas orbs iguais, pois são mais efetivas, Lunais também pode equipar um colar que altera a habilidade especial dela e um anel que adiciona vários stats positivos e efeitos em sua arma ou familiar e até mostrar locais secretos que você não consegue encontrar sem esse item.
O audiovisual do jogo impressionou de duas maneiras, a primeira delas é justamente a primeira impressão que temos do jogo, um jogo muito bonito, com uma trilha sonora e efeitos sonoros muito bons que são lindos de se ver e ele é exatamente isso, mas ao jogarmos vem a “segunda impressão” que não de todo ruim, mas mostra que o jogo está quase beirando ao plágio, principalmente quando escuta a música Masquerade of Hedonists e percebe a semelhança que tem com a música do Castlevania: Symphony of the Night, a Wood Carving Partita, e se observa alguns cenários do jogo. Muitos podem dizer que isso é somente inspiração e posso até concordar, mas nesse caso o desenvolvedor pode ter se “inspirado de mais” e esquecido de colocar as suas próprias idéias em prática.
Conclusão: Esse jogo é um dos melhores jogos que eu já joguei, ficando no mesmo patamar do The Messenger, que também é um ótimo jogo e foi recentemente analisado por mim. Com um gameplay simples, fluido e visualmente muito bonito, esse jogo é um grande atrativo para qualquer fã de jogos do gênero metroidvania e ainda está com um preço muito bom.


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