Review | Black: The Fall

Desenvolvido pela Sand Sailor Studio e distribuído pela Square Enix, graças a um projeto nomeado de "Square Enix Collective", que é um provedor de serviços para desenvolvedores independentes, ou seja, da suporte a pequenos estúdios, ajudando na divulgação e distribuição dos seus jogos, Black: The Fall é um jogo com um tema bem pesado, mostrando o que há de pior nos seres humanos, diante de um regime comunista e ditador. Confira abaixo uma sinopse dada pelos desenvolvedores.
Depois de décadas de trabalho, um antigo maquinista traça sua fuga da opressão do regime comunista. Através de passagens ocultas, sombra e tristeza, ele luta. A ingenuidade, os reflexos e a decepção são suas ferramentas. Ao longo da estrada, ele faz amizade com a criatura mais improvável, um pequeno robô abandonado. Poderiam eles escapar desse mundo sombrio e mortal, juntos?
O jogo tem a opção da língua portuguesa e o menu realmente é em português, mas só, pois em toda a sua jornada você não vai encontrar um texto sequer e pela sinopse dada acima, da pra perceber que ele não tem uma história propriamente dita, mas sim um objetivo, que é o de chegar no final vivo, para assim, conseguir se ver livre desse regime ditatorial, mas pra isso você vai ter que passar por cenas desprezíveis e desumanas, mostrando o que há de pior no ser humano.

A física do jogo é  muito boa, sendo um ponto munto importante a ser citado, já que ela é de suma importância para jogos desse tipo, pois um  passo em falso e seu personagem vem a óbito, mas mesmo com uma física excelente, você vai precisar um um pouco de habilidade, não só nas mãos, mas também na mente, já que, por vários momentos, você vai ter que parar pra pensar antes de executar a ação desejada.

O gameplay é bem simples, utilizando somente os direcionais para movimentar o personagem, RT para correr, LT para agachar, A para pular e X usado para executar uma ação. Lembra muito o Pince of Persia Clássico, mas para que não teve a oportunidade de jogar essa preciosidade existem dois jogos mais atuais, Limbo e Inside, ambos desenvolvidos pela Playdead.

A trilha sonora é bem simples, salvo em alguns momentos, que o som fica um pouco mais agitado, mas na maioria do tempo é um som bem ambiente, para fazer com que você possa pensar com calma no que vai fazer, sendo a melhor opção para um jogo que exige um pouco de raciocínio.

Graficamente, Black: The Fall não decepciona em nada, com uma ambientação em 3D, que na maior parte do tem é só visual, mas que pose ser utilizada, algumas vezes, pelo seu amigo robô. As cores utilizadas também foram bem escolhidas, sendo bem sugestivo ao comunismo, contando com o vermelho, utilizado para simbolizar o perigo, medo e poder e o preto para retratar o sofrimento e angustia, que eram coisas que você, mesmo que inconscientemente, vai ver e sentir jogando.

Black: The Fall, não é um jogo ruim, pelo contrário, ele é excelente, mas o que ele tem de bom, tem de curto, podendo ser zerado em até duas horas, dependendo do seu ritmo, sendo um jogo que você vai, comprar, jogar, platinar todo na sua primeira jogatina e depois esquece-lo em sua biblioteca, mas nem por isso eu vou deixar de indicar ele, porém para não ficar frustrado no futuro, recomendo esperar um desconto. Para os amantes do Prince of Persia Clássico, Limbo e Inside, esse jogo é uma recomendação muito fácil.
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