Review | Phantom Trigger

Quando bati os olhos nesse jogo, só consegui imaginar Hyper Light Drifter e não é algo incomum, já que muitos devem ter pego o Phantom Trigger justamente por causa dele, mas só pelo fato do jogo ter uma arte me semelhante e a visão ser isométrica, não quer dizer que seja igual ou melhor.

A história de Phantom Trigger é bem interessante, que gira em torno de dois mundos onde se encontram os protagonistas Stan, um homem normal e trabalhador como qualquer outra pessoa, que teve uma doença repentina e o Forasteiro, que como o próprio nome já diz, ele é um desconhecido naquele ambiente em acabara de chegar. Cada um segue a sua aventura em torno de um mesmo objetivo, sua sobrevivência, agora cabe a você jogar e tentar descobrir qual vai ser o resultado dessas aventuras.

Phantom Trigger peca muito em sua jogabilidade, perdi as contas de quando tentei executar um combo ou um dash e o personagem simplesmente não saia do lugar, fazendo com que eu morresse instantaneamente por causa do aglomerado de inimigos, que se formava ao meu redor. O seu personagem possui três tipos de armas, uma espada de gelo com curto alcance e com dano mediano, um chicote de vento de longo alcance com dano baixo, servindo somente , na maioria das vezes, para puxar inimigos e umas garras de fogo com médio alcance e um alto dano, mas bem lenta. Quando você ataca os inimigos com uma das armas, você ganha experiência com elas podendo chegar até o level 7 com dada uma delas, mas apesar disso, eu não senti que ele incentivasse o jogador a lutar com os inimigos a todo momento, já que você pode ignora-los e chegar ao seu objetivo, salvo em algumas poucas áreas que se formam, que é obrigatório a eliminação dos mesmos. Sobre o dash dele, a distância é muito grande, com uma menor e uma sombra da transição de um local para o outro mais visível, evitaria algumas mortes, pois como o jogo é bem rápido em alguns momentos não da pra saber para onde o personagem foi, já que ele simplesmente aparece no outro luga, como se fosse um teletransporte.

Agora na arte ele não peca em momento algum, pois ela é belíssima e como dito anteriormente, lembra muito Hyper Light Drifter, justamente pelas cores de neon utilizadas em seu cenário, armas e personagens, não exagerando em nada e fazendo com que as cores combinem perfeitamente uma com as outras, apesar das grandes diferenças de tonalidades.

A trilha sonora é outra coisa que ele ganhou muitos pontos nesse jogo, trazendo um remix muito bem feito para cada cena e tipo de desafio que o jogo trás, fazendo com que, eu conseguisse persistisse em jogar. Os efeitos sonoros também são muito bons, lembrando as notas musicais em cada ataque.

Esse é um dos poucos jogos distribuído pela TinyBuild que me deixou decepcionado, mas no geral Phanthom Trigger cumpre a sua premissa, de ser um jogo Hardcore, trzendo uma grande dificuldade no jogo, porém a dificuldade em si não é a unica coisa que o torna hardcore, as mecânicas do jogo "ajudam" muito, já que são bem imprecisas. Não creio que esses erros irão ser consertados algum dia, pois mesmo com eles da pra zerar o jogo, mas com muita dificuldade.
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