Review | Crossing Souls

Quando vi esse jogo pela primeira vez eu quis te-lo, por se passar em um ambiente dos anos 1980 mostrados nos filmes de televisão e que aparentava uma jogabilidade bem legal, porém eu estava um pouco enganado em relação a jogabilidade dele. Ele não é nenhum jogo ridículo ou algo que não da pra ser jogar, mas ele aparenta muito ser o que não é, pois eu iniciei ele pensando que ia ser algo bem parecido com um dos melhores jogos isométricos que eu joguei, o Hyper Light Drifter e acabou se aproximando mais de um que eu me decepcionei muito, o Phantom Trigger.

Antes de falar sobre o jogo, irei mostrar um pouco de cada personagem e algumas funções deles no jogo, para que possam entender o porque de eu não estar tão contente com o resultado final. Chris, O líder da turma, que da as ideias do que fazer a seguir e carrega toda a responsabilidade sobre as coisas que acontece. Carrega como sua arma no jogo um bastão de basebol que ganhou de seu pai como um presente que é passado por gerações e ele possui como habilidade especial do personagem o pulo e escalar paredes (e escadas). Matt, o nerd da turma, que cria um equipamento essencial no jogo, fazendo com que algo que seria impossível se torne possível. Carrega como sua arma uma pistola de raio lazer e sua habilidade especial é poder planar de um lugar a outro durante um certo tempo. Charlie, a caipira e valentona do grupo, que tem um pai alcoólatra e vive em um trailer. Carrega como sua arma um laço, que faz com atinja mais inimigo e a uma distância segura e sua habilidade especial é um dash, com um delay de alguns segundo no final impedindo de andar ao chegar no destino, um pouco irritante. Big Joe é o grandão e tanker do grupo, com o maior HP e maior dano, porém ao atacar gasta mais estamina que os outros personagens. A sua arma são as próprias mãos e tem como habilidade especial a imunidade a qualquer ataque, mas em contra partida ele não pode se mover. Kevin é o irmão mais novo de Chris e ele, inicialmente, não tem muita utilidade no jogo, já que não ataca e pula igual ao Chris, mas ao decorrer do jogo ele terá sua utilidade.

Agora que falei sobre cada personagem, vou falar sobre o gameplay, o fator mais importante em um jogo, já que é o que vai fazer com que você continue jogando ou não, pois ninguém gosta de ficar se torturando para que consiga jogar qualquer jogo que seja e Crossing Souls peca muito nesse quesito, fazendo com que em alguns quebra cabeças, que seriam simples se tornem um pesadelo, frustrando muito quem o joga, devido a opção dos desenvolvedores em acrescentar uma mecânica de pulo em um jogo com uma câmera isométrica, algo que não funciona nesse tipo de jogo, já que é muito fácil fazer com que o personagem caia em algum lugar indesejado, situação um pouco amenizada com uma sombra que colocaram embaixo do personagem, fazendo com que o jogador tenha alguma ideia onde vai cair, mas mesmo assim, não tem como ficar olhando pra sombra toda vez que pula e ao mesmo tempo prestar atenção no jogo.

Tirando as frustrações anteriores, a parte em quem o jogo da cinco personagens pra você, cada um com sua função é bem legal, mas não muito inovadora, já que existem alguns jogos com essa mecânica e ainda com habilidades mais interessantes, pois uma "habilidade especial" tem que ser especial, algo que ninguém mais faça e pular, escalar e dar um dash é algo bem comum no mundo dos jogos e pra ser considerado algo realmente especial teria que ser algo incomum.

O pixel-art do jogo é maravilhoso, focando em cores bem chamativas, fazendo com que o jogo pareça estar repleto de neon. Esse foi um dos fatores que fez eu abrir os olhos pra ele, pois nesse quesito ele parece muito com Hyper Light Drifter, um dos melhores jogos que eu jogue no ano de 2016.

Quando você escuta a trilha sonora desse jogo, parece que esta em uma eterna balada, pois só toca músicas no estilo House, mas isso não é ruim, já que era algo esperado para o jogo, só que de tudo que o jogo apresentou foi o que menos me surpreendeu, pois toda ela, mesmo sendo feita exclusivamente pro jogo, sempre parecia igual a alguma faixa de um filme típico dos anos 1980, que eu tinha assistido quando era menor, mas mesmo assim não é uma trilha sonora ruim, só bem desinteressante.

Conclusão: A Fourattic, desenvolvedora do jogo, poderia ter investido um pouco mais de tempo no jogo e acrescentado algo a mais nas mecânicas do jogo, como aumentar status de HP, dano, ou até mesmos fazer com que o personagem tenha algum tipo de evolução, pois a sensação que ficou enquanto eu jogava era que meus personagens não evoluíam enquanto eu avançava no jogo.
Tecnologia do Blogger.